Não sei se é a mim que reconheço quando vejo o sorriso dela, ou se é a ela, fazendo-me conhecer de novo a sensação que só o gosto da pele dela é capaz de me fazer sentir.
Não sei se reconheço o que tava escondido em mim ou que se escondeu nela. Se foram os sinais do seu corpo ou a minha entrega. Mas eu reconheço.
Não sei se são as notas daquela canção que dediquei a ela ou as linhas daquele poema. Se são seus olhos pedindo c afago ou a revolução que um dia proclamamos juntos. Mas eu reconheço.
Reconheço o toque. Reconheço os lábios. Reconheço a menina e a mulher. A fraqueza e a coragem.
Reconheço o que sou e o que fui. O que achei é o que perdi.
E assim, de tanto te conhecer e reconhecer de novo, vejo a luz que brilha ali, no futuro.
De tanto te conhecer e reconhecer, conheço um pouco da felicidade de quem experimenta novos sabores. Como um sonho de padaria. Deve ser assim o amor. Eu reconheço.
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