sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quarenta anos e uma história

Quarenta anos. Em março de 1968, morria o estudante Edson Luís de Lima Souto. Esse ano não ficaria marcado apenas pela morte desse estudante de dezesseis anos, mas sim por uma grande explosão dos movimentos sociais brasileiros; em especial, o Movimento Estudantil.

Inspirados em manifestações estudantis espalhadas por todo mundo (Espanha, Itália, Alemanha), os estudantes brasileiros, liderados pela UNE, tiveram seu momento de maior destaque dentro dos movimentos sociais brasileiros: a passeata dos cem mil, que foi uma grande manifestação em protesto à morte do estudante Edson Luís de Lima Souto e que ocorreu antes do AI-5 ter sido editado. Frases como Morreu um estudante, e se fosse seu filho? Cobriam as cidades sujas pelo sangue da Ditadura Militar.

A UNE, entidade máxima de representação dos estudantes, fez-se presente, de forma protagonista, em todas as lutas e mobilizações contra a Ditadura. Mas, muito tempo antes e também depois, ela já representava o anseio dos estudantes de todo o Brasil; desde a luta pelo fim da Ditadura do Estado Novo, a campanha do petróleo é nosso, e posteriormente, as Diretas Já e o impeachment de Collor. Todos esses momentos nos fazem reforçar a idéia de vanguarda e ousadia que o Movimento Estudantil adotou através dos anos; um movimento combativo e de luta, que levanta bandeiras que espelham a necessidade de todo o povo brasileiro.

Atualmente, o Movimento Estudantil depara com adversários diferentes dos que outrora foram enfrentados. Atravessamos um momento em que é preciso dar perspectivas aos estudantes, um momento em que a universidade seja só o começo. É preciso realizar as reformas de que o Brasil tanto precisa, sendo uma delas a Reforma Universitária. E em Pernambuco, precisamos levantar uma bandeira tão forte quanto todas as outras acima citadas, é preciso dar força ao estudante que clama pela gratuidade da Universidade de Pernambuco, é preciso fazer diferente. O Movimento Estudantil precisa se unir em torno de uma só voz: a voz de todos os estudantes. E, já que citamos 1968, vale recorrer ao que disse Caetano Veloso: para ser tão boa quanto a juventude de 68, é preciso ser diferente... Vamos à luta!

8 comentários:

Miguel Barroso disse...

Vamos!


Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Marcel disse...

Bons tempos, esses... quando a UNE não era apenas mais um instrumento do governo, inerte.

Atualmente, como estudante, eu não me sinto nem um pouco representado pela UNE. A propósito, adoraria comentar isso no Coneb ano que vem...

Vc faz que curso?

Sonebald disse...

As gerações passadas foram a luta por nós! \o/\o/\o/

Marcel disse...

Faço jornalismo.
Adoraria estar no Coneb, mas esse ano não vai dar... (merda!) Não quero perder nos próximos anos.

Vc tem uma visão madura sobre a Une. Eu concordo plenamente com vc no que diz respeito ao governo Lula, mas isso não justifica toda a inércia. Vejo poucas discussões produtivas, pouca mobilização (ainda há muito a se mobilizar!)... sem falar em outras posturas duvidosas (maconha, sindicato dos sem teto, entre outras...).

E aquela Caravana deles, PARA QUE serve? Humpf... ¬¬

Também curti muito o seu blog.

Michel Chaves disse...

É meu véi...

40 anos...

E a UNE, hein?!

Marcel disse...

Sou do Espírito Santo. Estudo na Ufes (Vitória), mas moro no interior (Brejetuba).
MSN: marcel_bm3@hotmail.com (aqui em Brej fica difícil porq a conexão é ruim, mas em Vix eu conecto direto)

Sim, de fato, atualmente vivemos em um país democrático. Mas, independente disso, algumas posturas da Une me incomodam profundamente. Estarei no 3º período ano que vem.

Seria ótimo poder discutir sobre esses assuntos, ainda tenho muito o que aprender. (como eu gostaria de ir pro Coneb!)

Julio Melo disse...

valei meu caro...
como sempre escrevendo muito...
parabns, feliz 2009
e a formatura sai proximo ano né...
falow

Michel Chaves disse...

"É preciso realizar as reformas de que o Brasil tanto precisa, sendo uma delas a Reforma Universitária. E em Pernambuco, precisamos levantar uma bandeira tão forte quanto todas as outras acima citadas, é preciso dar força ao estudante que clama pela gratuidade da Universidade de Pernambuco, é preciso fazer diferente. O Movimento Estudantil precisa se unir em torno de uma só voz: a voz de todos os estudantes."

[b]1º Realizar reformas não quer dizer aceitar tudo a goela abaixo. No minimo discutir seria o básico. Não falo de nada, mas, em pauta e ser construído de baixo pra cima.

2º UPE: Se resolve quando, realmente, os estudantes se unirem em um só coro. Enquanto existir aquelas mazelas lá da FFPNM que num curtem muito debater ficará dificil. Alias, parece que todo CONEUPE é sobre gratuidade e nunca vemos passos pra ela. Parece que é uma utopia.

Bem... é rasteiro as minhas palavras acima, mas, é um pouco que eu vejo. Muita falação... e pouco trabalho de ambas as partes e me incluo nisso.