O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!...
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...
Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...(2x)
quarta-feira, 3 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ditadura!
Esse é mais um dos textos que venho pensando em fazer há algum tempo e que só agora tá saindo do mundo das idéias para se materializar. É que há uns dias, ou meses, eu ouvi o grande cantor Zeca Baleiro falar que a gente vive uma ditadura dos nutricionistas e dos psicólogos. E não é verdade?
Uns dias após ele ter dito a bendita frase, no último natal, eu vi uma matéria na qual a nutricionista visitava a casa dos cidadãos para analisar a quantidade de gordura e de calorias que a ceia de natal tinha. Agora eu me pergunto: quem é o cidadão que vai ficar analisando essas quantidades em plena ceia de natal? Outra coisa: o diretor da dita matéria não pensou no ridículo que é chamar um nutricionista para ficar olhando as pessoas comerem, em pleno natal? Esse nutricionista não tem família?
O fato é que a gente, hoje em dia, vive cercado pelo "não coma aquilo"; "não coma isso"; "isto engorda". Enquanto o mundo me diz que eu vou vivendo errado, comendo besteira e propenso a morrer cedo, eu vou comendo e bebendo aquilo que me dá prazer, aquilo que me faz bem. Afinal de contas, onde é que mora o prazer, nutricionistas de plantão?
Mesmo caso é o dos psicólogos. Hoje em dia, tudo tem uma justificativa psicológica, ou "freudiana". Casos de estupros, de crimes hediondos e todo tipo de coisa absurda e bizarra que vejamos, acaba tendo uma explicação que diminui a culpa daqueles que cometem crimes. No caso da Eloá, lá em São Paulo, todas as emissoras de televisão chamavam um psicólogo para falar sobre o "amor que ele sentia por ela". Tenha santa paciência!
Nada contra esses profissionais, mas tudo contra os exageros. Tudo contra ditaduras, tudo a favor da liberdade!
Uns dias após ele ter dito a bendita frase, no último natal, eu vi uma matéria na qual a nutricionista visitava a casa dos cidadãos para analisar a quantidade de gordura e de calorias que a ceia de natal tinha. Agora eu me pergunto: quem é o cidadão que vai ficar analisando essas quantidades em plena ceia de natal? Outra coisa: o diretor da dita matéria não pensou no ridículo que é chamar um nutricionista para ficar olhando as pessoas comerem, em pleno natal? Esse nutricionista não tem família?
O fato é que a gente, hoje em dia, vive cercado pelo "não coma aquilo"; "não coma isso"; "isto engorda". Enquanto o mundo me diz que eu vou vivendo errado, comendo besteira e propenso a morrer cedo, eu vou comendo e bebendo aquilo que me dá prazer, aquilo que me faz bem. Afinal de contas, onde é que mora o prazer, nutricionistas de plantão?
Mesmo caso é o dos psicólogos. Hoje em dia, tudo tem uma justificativa psicológica, ou "freudiana". Casos de estupros, de crimes hediondos e todo tipo de coisa absurda e bizarra que vejamos, acaba tendo uma explicação que diminui a culpa daqueles que cometem crimes. No caso da Eloá, lá em São Paulo, todas as emissoras de televisão chamavam um psicólogo para falar sobre o "amor que ele sentia por ela". Tenha santa paciência!
Nada contra esses profissionais, mas tudo contra os exageros. Tudo contra ditaduras, tudo a favor da liberdade!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Rotina
Alguma coisa no Natal do ano passado me fez pensar sobre rotina. Era um cartão, daqueles que muitos consideram brega... A mensagem falava algo relacionado a passar mais um Natal com a pessoa que se ama. E n'é verdade?
De certa forma, a gente sonha com uma rotina dessas, poder passar todo o tempo do mundo com aqueles que amamos, com os quais compartilhamos os melhores momentos de nossa vida. E eu não estou longe disso.
As novidades sempre trazem o inesperado, e, talvez por conformismo, prefiro a vida que segue, a vida que levo, sem solavancos e sustos no meio do caminho. O preocupante é quando esses solavancos e sustos são causados por nós mesmos, e na verdade, quase sempre são. A gente é completamente responsável por aquilo que cativa.
A rotina de vermos nossos pais a reclamarem e com suas preocupações excessivas, o sábado de ver a namorada, as idas à escola, à faculdade farão falta a todos, sem excessão.
ô rotina boa!
De certa forma, a gente sonha com uma rotina dessas, poder passar todo o tempo do mundo com aqueles que amamos, com os quais compartilhamos os melhores momentos de nossa vida. E eu não estou longe disso.
As novidades sempre trazem o inesperado, e, talvez por conformismo, prefiro a vida que segue, a vida que levo, sem solavancos e sustos no meio do caminho. O preocupante é quando esses solavancos e sustos são causados por nós mesmos, e na verdade, quase sempre são. A gente é completamente responsável por aquilo que cativa.
A rotina de vermos nossos pais a reclamarem e com suas preocupações excessivas, o sábado de ver a namorada, as idas à escola, à faculdade farão falta a todos, sem excessão.
ô rotina boa!
domingo, 19 de abril de 2009
Tentativa...(Um dia aprendo a fazer poesia)
Meu coração não é cela
cujas chaves se perderam
na escuridão sem fim
Meu coração não é clarividente
nem tão pouco visionário
ele é pluma e é plural
ele é míope e se mira
andarilho,que anda amando
que sente fingindo ser fácil fraquear
ele é pequeno e pede perdão
por ser tão pequeno e querer ter verão
ele só sente a catarse
que só é possível quando se lê
a poesia que é viver
cujas chaves se perderam
na escuridão sem fim
Meu coração não é clarividente
nem tão pouco visionário
ele é pluma e é plural
ele é míope e se mira
andarilho,que anda amando
que sente fingindo ser fácil fraquear
ele é pequeno e pede perdão
por ser tão pequeno e querer ter verão
ele só sente a catarse
que só é possível quando se lê
a poesia que é viver
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Flores ao Chão
Lábios e dentes
trincados pra não revelar
o que se passa
e não podemos enxergar
vidas e sangue
desperdiçados nos jornais
só um instante
para poder correr atrás
e eu não vou mais te pedir
nem vou fazer mais oração
eu não quero ser um mártir
e nem mais um na multidão
multilado sem escudos
sem muamba ou munição
esperando ficar mudo
e atirar flores ao chão
por trás das minhas palavras
há dois olhos na escuridão
que por um instante passam
fitando a situação
trincados pra não revelar
o que se passa
e não podemos enxergar
vidas e sangue
desperdiçados nos jornais
só um instante
para poder correr atrás
e eu não vou mais te pedir
nem vou fazer mais oração
eu não quero ser um mártir
e nem mais um na multidão
multilado sem escudos
sem muamba ou munição
esperando ficar mudo
e atirar flores ao chão
por trás das minhas palavras
há dois olhos na escuridão
que por um instante passam
fitando a situação
sábado, 4 de abril de 2009
Existir
Quando eu não estiver mais aqui,sobrarão só as lágrimas (talvez), as fotos, as velas... Nenhum livro publicado, nenhuma árvore plantada, nem a prova de minha decendência. Quando eu não estiver mais aqui, sobrará o banquete dos vermes e, quem sabe, a seiva dos pés de jambos de que tanto falamos. Será só a lembrança, lembrança...
Ah, mas é tudo muito relativo. Talvez nem isso, talvez nem corpo parar cremar ou enterrar, nem fotos para lembrar, nem fatos inesquecíveis, ou qualquer que seja a significação de minha existência...EXISTÊNCIA! É verdade, é sobre existência que falo, aliás, é sobre existir. Existir é algo maior, talvez seja o maior desafio e o nosso maior medo. É que a nossa existência é condicionada àquilo que fizemos aqui na terra, e cada um de nós talvez pense que o que fazemos é pouco, ou nunca será valorizado, lembrado, relembrado, lamentado. Bate-me o medo de não existir, de não possibilitar aos que me amam fazer aquilo que os fazia rir, ou até chorar.
Quando Hamlet disse Ser ou não ser ? Eis a questão , lembrou de mim, mesmo sem querer...
Mas eu tenho inveja dos cantores e cantoras, não que precise ser um Chico, um Lenine... Tantos falam da imortalidade do artista, do compositor, do poeta, do escritor... da arte que imortaliza, da obra! Será a obra mais importante que o ser? Eu preciso da voz, e o maior medo é não lembrar da voz, essa lembrança é a mais fácil de se extinguir, a mais fácil de voar como a pena da inexistência, e é a mais forte, carrega consigo nosso humor, nossa personalidade, nossa chatice e um pouco daquilo que fazia os outros rirem ou chorarem. Hoje, quero gravar minha voz, gravar minha existência, gravar o meu ser...
Ah, mas é tudo muito relativo. Talvez nem isso, talvez nem corpo parar cremar ou enterrar, nem fotos para lembrar, nem fatos inesquecíveis, ou qualquer que seja a significação de minha existência...EXISTÊNCIA! É verdade, é sobre existência que falo, aliás, é sobre existir. Existir é algo maior, talvez seja o maior desafio e o nosso maior medo. É que a nossa existência é condicionada àquilo que fizemos aqui na terra, e cada um de nós talvez pense que o que fazemos é pouco, ou nunca será valorizado, lembrado, relembrado, lamentado. Bate-me o medo de não existir, de não possibilitar aos que me amam fazer aquilo que os fazia rir, ou até chorar.
Quando Hamlet disse Ser ou não ser ? Eis a questão , lembrou de mim, mesmo sem querer...
Mas eu tenho inveja dos cantores e cantoras, não que precise ser um Chico, um Lenine... Tantos falam da imortalidade do artista, do compositor, do poeta, do escritor... da arte que imortaliza, da obra! Será a obra mais importante que o ser? Eu preciso da voz, e o maior medo é não lembrar da voz, essa lembrança é a mais fácil de se extinguir, a mais fácil de voar como a pena da inexistência, e é a mais forte, carrega consigo nosso humor, nossa personalidade, nossa chatice e um pouco daquilo que fazia os outros rirem ou chorarem. Hoje, quero gravar minha voz, gravar minha existência, gravar o meu ser...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Conquista
Ele lutou, combateu, gritou, gritou, combateu!
Porque a luta não pára, porque os sonhos são a longo prazo. São sonhos possíveis de se conquistar, são causas pelas quais vale a pena lutar...
Aqui, aí, ali... a luta vai existir. Pessoas dispostas a lutar não faltam, o exército está armado, com seus canhões e suas espadas armadas contra a injustiça e contra os que tentam acabar com toda vontade de mudar as vidas.
Os verbos se camuflam, afiam-se, protegem. O olhar pacifica, acalma, tranquiliza.
Enquanto isso, alguns falam, para acabar com qualquer tipo de dúvida, para tentar...
Porque a luta não pára, porque os sonhos são a longo prazo. São sonhos possíveis de se conquistar, são causas pelas quais vale a pena lutar...
Aqui, aí, ali... a luta vai existir. Pessoas dispostas a lutar não faltam, o exército está armado, com seus canhões e suas espadas armadas contra a injustiça e contra os que tentam acabar com toda vontade de mudar as vidas.
Os verbos se camuflam, afiam-se, protegem. O olhar pacifica, acalma, tranquiliza.
Enquanto isso, alguns falam, para acabar com qualquer tipo de dúvida, para tentar...
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