quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Gaby Amarantos, Emicida, Teatro Oficina, veja a programação da Bienal

Por Renata Bars, em www.une.org.br




Mais de 100 atrações entre artistas da música, do teatro, literatura, artes visuais, debatedores, projetos universitários diversos fazem parte do festival na capital do Ceará
A cidade de Fortaleza se prepara para receber o maior festival estudantil da América Latina a partir do próximo dia 29, domingo. Grandes shows, mostras de teatro, debates, exposições e encontros artísticos variados fazem parte da programação da Bienal da UNE. Cinco mil estudantes de todo o país se integram à população local durante quatro dias de atividades no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Com o tema “Feira da Reinvenção”, a Bienal apresenta mais de 100 atrações em uma maratona de atividades. Entre os destaques estão o rapper Emicida, a cantora paraense Gaby Amarantos, o Teatro Oficina, de SP, comandado pelo dramaturgo Zé Celso Martinez, e a banda cearense Selvagens a Procura de Lei. A Bienal também conta com oficinas, debates envolvendo nomes da política, cultura, comunicação, intelectuais e ativistas de diversas áreas. O evento será encerrado com uma grande culturata, passeata cultural da UNE, nas ruas de Fortaleza.
Confira abaixo a programação completa:
10ª Bienal da UNE:


29 DE JANEIRO (DOMINGO)

9h às 10h – Cortejo de abertura
Homenagem: Patativa do Assaré
Convidados: Grupo Teruá, Brincantes de São Francisco
Concentração: Praça Almirante Saldanha

10h às 13h – Encontro I
Tema: A reinvenção do Pessoal do Ceará
Convidados: Rodger Rogério (Cantor e compositor), Dalwton Moura (jornalista e produtor musical), Inácio Arruda (Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará), Nirton Venâncio (Cineasta)
Local: Teatro Dragão do Mar

13h às 14h – Atividade cultural
Convidados: Forró com Os Muringa
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão
Convidados: Associação Zumbi de Capoeira
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

14h às 17h – Encontros de Redes
Tema: Reforma da Previdência e os ataques aos direitos da juventude
Local: Auditório do Museu da Cultura Cearense-MCC

Tema: A cultura feminista reinventando o Brasil
Convidadas: Diretoras mulheres da União Nacional dos Estudantes
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

Tema: A cultura como forma de resistência e de reinvenção do movimento LGBT
Convidadas: Luana Hansen (Rapper e DJ), Lorelay Fox (Youtuber)
Local: Térreo do Bloco 1 Dragão do Mar

Tema: Lançamento do Festival Mundial da Juventude Democráticas-FMJD
Convidados: Rubens Diniz (Ex-secretário Geral da OCLAE)
Local: Arena da  Praça Verde Historiador Raimundo Girão

Tema: Encontro da Rede Livre
Convidado: Cláudio Prado (Especialista em cultura digital), Bruno Martin (Hacklab)
Local: 2º andar do Bloco 1 Dragão do Mar

14h às 17h – Seminário do CUCA
Tema: Políticas culturais em tempos de resistência
Convidados: Evaldo Lima (Secretário de Cultura de Fortaleza CE), Ivana Bentes (Professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ), Afonso Oliveira (Secretário de Cultura de Olinda PE), Marcelino Granja (Secretário de Cultura de Pernambuco), Javier Alfaya (Ex-presidente da UNE)
Local: Auditório Espaço Mix Dragão do Mar
14h às 17h – Mostra estudantil de audiovisual
Filmes e vídeos: 8 produtos
Duração: Aprox. 107’
Filme: Onze
Duração: 26”
Diretor: Luan Rocha (Fanor-CE)

Filme: CampoContraCampo
Duração: 15’27”
Diretor: Nathalia Cavalcante (Unespar-PR)
Filme: Carolina
Duração: 14’45”
Diretor: Direção Coletiva (AIC-SP)

Filme: S3TART – PALAFFITI 2|∞
Duração: 14’59”
Diretor: Direção Coletiva (Aeso-PE)

Filme: Poesia Segunda Pele
Duração: 14’17”
Diretor: Direção Coletiva (UFRJ-RJ)
Filme: Herdeiras Do Novo Milênio
Duração: 10’19”
Diretor: Tassiana Rodrigues (UnB-DF)

Filme: Kronos
Duração: 6”36′
Diretor: Juan Silva (FAP-PR) e Yuri Riesemberg (FAP-PR)

Filme:  O Crato tem dança
Duração: 6”28′
Diretor: Coletivo “O Crato tem dança” (Integradas de Patos-CE)
Local: Sala 2 Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco

15h às 16h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Descendentes
Companhia: Arte de Viver (UECE-CE)
Duração: 50 min
Local: Dragão do Mar

15h às 17h – Ato e lançamento dos livros do Golpe 2016
Livros: “Por que gritamos Golpe?”, “O Ceará e a resistência ao Golpe 2016”, “Golpe 16”
Convidados: Marcelo Uchôa (Escritor), Renato Rovai (Jornalista e escritor), Edson Silva (Coordenador da Intersindical), Adilson Araújo (Presidente Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB), Camila Lanes (Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas-UBES)
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão

16h30 às 17h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Maria Firmina
Companhia: Cia Sol das Artes (UFMA-MA)
Duração: 20 min
Local: Teatro Dragão do Mar

17h às 20h – Encontro II
Tema: A reinvenção da cultura na defesa da democracia no Brasil
Convidados: Juca Ferreira (Ex-ministro da Cultura do Brasil), Ana Petta (Atriz e cineasta da Clementina Filmes), Tico Santa Cruz (Cantor e compositor), Liliane Oliveira (Marcha Mundial das Mulheres-MMM)
Local: Teatro Dragão do Mar

17h às 20h – Encontro III
Tema: Reinvenção da economia e as saídas para a crise
Debatedores: Ciro Gomes (Ex-governador do Ceará), Luciana Genro (Ex-deputada federal Psol RS)
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão

17h às 20h – Mostra convidada de audiovisual
Filme: Cinema Novo
Duração: 90’’
Convidado: Eryk Rocha (Diretor do filme)
Local: Sala 2 Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco

18h às 20h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Debaixo da pele
Companhia: Grupo de Teatro Eureka (UFRN-RN)
Duração: 100 min
Local: Praça Almirante Saldanha

20h às 22h – Vernissage da mostra estudantil de artes visuais
Obras e artistas selecionados: “Yarn Bombing” de Laise Xavier dos Santos (UFBA-BA), “Terceiro Impeachment: batalha política” de Marlon Lopes Leal (USP-SP), “Mata-Zé” de Matheus Martins Mendes (UFERSA-RN), “Solidão dos bustos” de Silvana Pinto Mendes (UFMA-MA), “Sem Título” de Fernanda Braz (FEBASP-SP), “Armadeira e Armadura” de Amanda Ehrhardt Cherici Nogueira (UnB-DF), “Sexo” de Iarima Bellan Peixoto (UFF-RJ), “Saudade Roxa” de Amanda Fernandes dos Santos (UFPI-PI), “Lavando a opressão suja” de Bianca Ludgero Lima da Silva e Iris Maxwell Costa (UnB-DF), “Crateras” de Artur dos Santos Prudente (UFBA-BA), “Temer, Carmen, Temer ou mais conhecido como Temer Miranda do Cunha” de Moacir Ferreira (UNILA-PR), “O Suicidário” de Roberval Borges de Moraes Filho (UFPI-PI), “Maculação” de Álamo Pascoal das Neves Filho (UFC-CE), “Distorções de si” de Allan Gomes Menezes (UFC-CE), “Mar de gente” de Debora Guedes e Gabriel Souza Santana (UFMG-MG), “A Centopéia de Antropomorfos” de Jéssica barros dos Santos (UnB-DF), “1432” de Waquila Correia da Silva, Vinícius Luiz Antônio Machado, Bernardo Carvalho Trindade, Cindy Gonçalves Rocha (UFU-MG), “Novelo de Fita” de Victor Gargiulo (UFBA-BA), “Se minha escola fosse minha” de Marcos Bruno Firmino Mendes (FIAM FAAM Centro Universitário-SP), “O muro (des)humano” de Tiago Paschoalatto Cagliari (FIAM FAAM Centro Universitário-SP), “Geladeira 55” de Rebeca Oliveira, Silas Menezes Silva, Gelton Alves Sacramento, Kátia Letícia Costa Santos, Gleison Richelle França da Silva Reis (UFBA-DF), “Encontro” de Albert Lazarini (FPA-SP), “Desordem Interior” de Lucas Motta -O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-SP).
Local: Multigaleria Dragão do Mar

20h às 22h – Mostra convidada de audiovisual
Filme: O Desafio
Duração: 86 min’’
Diretor: Paulo César Saraceni
Local: Sala 2 Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco

22h às 2h – Mostra convidada de música
DJ: Miguel Pontes
VJ: Max Leguiza
Tributo “Elas cantam Belchior” (Nayra Costa, Lídia Maria, Mulher Barbada, Lorena Nunes)
 Selvagens à Procura de Lei
 Local: Praça Almirante Saldanha


30 DE JANEIRO (SEGUNDA-FEIRA)

9h às 10h – Atividade cultural
Local: Praça Verde Historiador Raimundo Girão

9h às 17h – Lado C
Locais: Comunidades de Fortaleza e Região Metropolitana

10h às 12h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

10h às 13h – Oficinas
Tema: Repente e poesia cantada
Oficineiro: Rubens Ferreira
Local: Sala de Dança do Porto Iracema das Artes

Tema: Lambe-lambe
Oficineiro: Narcélio Grud
Local: Atelier de Criação do Porto Iracema das Artes

Tema: Dramaturgia instantânea
Oficineiro: Grupo Nóis
Local: Sala de Teatro do Porto Iracema das Artes e  Espaço Rogaciano Leite

Tema: Formação em midiativismo
Oficineiro: CUCA da UNE
Local: Lab 1 do Porto Iracema

Tema: Elaboração de projetos culturais
Oficineiro: Fernando Elpídio
Local: Auditório Espaço Mix do Dragão do Mar

Tema: Graffiti
Oficineiro:
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

10h às 13h – Encontro IV
Tema: A reinvenção do povo brasileiro com olhar no sertão
Convidados: Paulo Linhares (Presidente do Instituto Dragão do Mar), Conceição Dantas (Marcha Mundial de Mulheres-MMM), Pedro Laurentino (Poeta e escritor), Aldo Rebelo (Ex-deputado federal PCdoB SP), Leonardo Guelman (Superintendente do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense e Coordenador do Interculturalidades)
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão

10h às 13h – Mostra estudantil de ciência e tecnologia
Locais: Salas A1, A3, A5 e Auditório do Porto Iracema das Artes

10h30 às 12h30 – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

11h30 às 13h30 – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

12h às 14h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

13h às 14h – Atividade cultural
Convidados: Afoxé Acabaca
Local: Praça Verde Historiador Raimundo Girão
Convidados: Associação Zumbi de Capoeira
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

14h às 15h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Fuzuê
Companhia: Coletivo Fuzuê (UFSJ-MG)
Duração: 60 min
Local: Teatro Sesc Dragão

14h às 16h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

14h às 16h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Oficina Corpo e movimento
Companhia: Emanuelle Basse (Uniso-SP) e Gustavo Caldana (UFBA-BA)
Duração: 120 min
Local: Sala de Dança do Porto Iracema

14h às 17h – Atividades autogestionadas

Tema: Educação popular – territórios periféricos e direito a terra
Convidados: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

Tema: Encontro Fora do Eixo Nordeste
Convidadas: Marielle Ramirez (Fora do Eixo), Dríade Aguiar (Fora do Eixo)
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

Tema: Comunicação e tecnologia
Convidados: CUCA da UNE
Local: Lab 1 do Porto Iracema

Tema: A importância das empresas juniores na universidade
Convidados: Brasil Junior
Local: Auditório do Museu da Cultura Cearense
Tema: Combate ao racismo
Convidados:
Local: 2º andar do Bloco 1

14h às 17h – Seminário do CUCA
Tema: Redes e circuitos de linguagens artísticas
Convidados: Alfredo Manevy (Ex-presidente da SPCine), Marcelo Bones (Frente Nacional de Teatro-FNT), Talles Lopes (Rede Brasil de Festivais), Toni C (Colegiado Setorial de Livro e Leitura do Conselho Nacional de Políticas Culturais-CNPC), Vivi Sales (Poesia de Esquina), Mileide Flores (Coordenadora de Políticas do Livro e da Leitura)
Local: Auditório Espaço Mix Dragão do Mar

14h às 17h – Mostra estudantil de audiovisual
Filmes e vídeos: 8 produtos
Duração: Aprox. 103’
Filme: SUPERDANCE
Duração: 20’41”
Diretor: Pedro Henrique Saraiva Gino (UFC-CE)
Filme: O PREÇO
Duração: 18”20′
Diretor: Álvaro Costa (Anhembi Morumbi-SP) e Wellington Amorim (Anhembi Morumbi-SP)
Filme: LATOSSOLO
Duração: 18′
Diretor: Direção Coletiva (UFRB-BA)
Filme: Bloco 1 – Ocupações: Bloco A Gragoatá, IGEO, Cortejo e IF
Duração: 10”13′
Diretor: oCuPaRede (UFF-RJ)
Filme: Bloco 2 – EAU, UFMG e Direito UFF
Duração: 13’35”
Diretor: oCuPaRede (UFF-RJ)
Filme: Bloco 3 – IACS, Direito UFRJ e CPII
Duração: 12’54”
Diretor: oCuPaRede (UFF-RJ)
Filme: Manancial
Duração: 7’30”
Diretor: Bruno Soares (UFCG-PB)
Filme: anxietatis
Duração: 13’56”
Diretor: Camilla Motta (UFBA-BA)
Local: Sala 2 Cinema Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco

15h às 17h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

16h às 17h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Qual é a sua guerra?
Companhia: Alunos de licenciatura em Teatro da UFC (UFC-CE)
Duração: 40 min
Local: Arena Patativa do Assaré

16h às 18h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

17h às 19h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

17h às 20h – Encontro V
Tema: A reinvenção da sátira e da crítica
Convidados: Chico Lopes (Deputado Federal pelo PCdoB CE), Tia Má (Blogueira), Gustavo Mendes (Humorista)
Local: Anfiteatro Sérgio Motta

17h às 20h – Mostra convidada de audiovisual
Filme: Os Fuzis
Duração: 80″
Diretor: Ruy Guerra
Local: Sala 2 Cinema Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco
17h às 17h30 – Mostra estudantil de Artes Cênicas
Espetáculo: O fantástico suicídio do Bobo Bartô
Companhia: Cia Mala de Mão de Arte de Palhaço (UFF-RJ)
Duração: 20 min
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

17h30 às 18h – Mostra estudantil de Artes Cênicas
Espetáculo: Dança para o menino Ícaro
Companhia: William Axel (IFCE-CE)
Duração: 20 min
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

18h às 20h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

19h às 21h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar
19h às 20h – Mostra estudantil de Artes Cênicas
Espetáculo: Benedites
Companhia: Coletivo Ocupa Teatro (MG)
Duração: 50 min
Local: Teatro Sesc Dragão

20h às 22h – Sarau da mostra convidada de literatura
Tema: Na lembrança de Patativa do Assaré
Escritores: Mel Duarte, Miró de Muribeca, Mulheres Cordelistas, Rede Mnemozine
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

20h às 22h – Mostra convidada de artes cênicas
Espetáculo: Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Companhia: Grupo Nóis de Teatro
Duração: 120 min
Local: Praça Verde Historiador Raimundo Girão     
20h às 22h – Mostra convidada de audiovisual
Filme: Deus e o Diabo na Terra do Sol
Duração: 125’’
Diretor: Glauber Rocha
Local: Sala 2 Cinema Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco
22h às 1h – Mostra estudantil de música
Bandas: Gabrielle Gomes (Fametro-CE), Zaubar (UniLeão-CE), Caju Lilás (UnB-DF), Guerrilha dos Coelhos Mutantes (UFG-GO), Talita Barreto (UFMG-MG), Overdrive Saravá (UFF-RJ), Samora N’Zinga (UFMG-MG), Mano Money’s (Unisa-SP), Mulheres de Buço (UFF-RJ)
Local: Praça Almirante Saldanha

1h às 2h – Mostra convidada de música
DJ: Mr. Gazos
VJ: Max Leguiza
Gaby Amarantos
Local:
 Praça Almirante Saldanha

31 DE JANEIRO (TERÇA-FEIRA)

9h às 10h – Atividade cultural
Local: Praça Verde Historiador Raimundo Girão
9h às 17h – Lado C
Locais: Comunidades de Fortaleza e Região Metropolitana
10h às 12h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar
10h às 13h – Oficinas
Tema: Passinhos das periferias
Oficineiro: Bruno DLX e Liga do Funk
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

Tema: Xilogravura
Oficineiro: Silvano Tomaz
Local: Térreo do Bloco 1 Dragão do Mar

Tema: Escrita criativa e autobiografia para mulheres
Oficineira: Ana Karine Lima
Local: Sala de Teatro do Porto Iracema das Artes

Tema: Captação de imagem e áudio em entrevista  
Oficineiro: CUCA da UNE
Local: Estúdio de Audiovisual do Porto Iracema das Artes

Tema: Encontro de empresas juniores
Oficineiro: Brasil Junior
Local: 2º andar Bloco 1 Dragão do Mar

Tema: Gestão de projetos culturais
Oficineiro: Fernando Elpídio
Local: Auditório Espaço Mix do Dragão do Mar

10h às 13h – Encontro VII
Tema: A reinvenção da comunicação e as novas narrativas
Convidados: Fábio Malini (Laboratório de estudos sobre Imagem e Cibercultura-Labic), Renata Mieli (Presidenta do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação-FNDC), Antônio Alonso (Instituto Lula)
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão

10h às 13h – Encontro VI
Tema: Reinvenção das fronteiras
Debatedores: André Brayner (Membro do Instituto África e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza), Fernando Haddad (Ex-prefeito de São Paulo)
Local: Sala 2 Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco

10h às 13h – Mostra estudantil de ciência e tecnologia
Locais: Salas A1, A3, A5 e Auditório do Porto Iracema das Artes

10h30 às 12h30 – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

11h30 às 13h30 – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

12h às 14h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

13h às 14h – Atividade cultural
Convidados: Tambor das Marias da Casa de Mestre Felipe
Local: Praça Verde Historiador Raimundo Girão

Convidados: Associação Zumbi de Capoeira
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

14h às 15h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Vem cacuriar
Companhia: Luarte (UFMA-MA)
Duração: 50 min
Local: Praça Almirante Saldanha para Praça Verde

14h às 16h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

14h às 17h – Seminário do CUCA
Tema: Encontro de redes culturais
Convidados: Pablo Capilé (Fora do Eixo), Emiliano Fuentes Firmani (CUCA Argentina), Dyonne Boy (Reage, artista, Ocupa MinC), Beto Teoria (Nação Hip Hop Brasil)
Local: Auditório Espaço Mix Dragão do Mar

14h às 17h – Mostra estudantil de audiovisual
Filmes e vídeos: 9 produtos
Duração: Aprox. 103’’

Filme: Memórias do rio Cachoeira
Duração: 25′
Diretor: Victor Aziz (UFSC-SC)

Filme: OCUPA EDUCAÇÃO
Duração: 16’19”
Diretor: Realização Coletiva (UFF-RJ)

Filme: As Galeras
Duração: 14’29”
Diretor: Juliana Portella (UFRJ)

Filme: Ausência
Duração: 13’16”
Diretor: Wesley Monteiro (Anhembi Morumbi-SP)

Filme: Imbilino vai ao cinema
Duração: 14’52”
Diretor: Samuel Peregrino (UEG-GO)

Filme: Arte e Revolta em Brasilia
Duração: 9”33′
Diretor: Emivalter dos Santos (UFG-GO)

Filme: AgitProp
Duração: 5”31′
Diretor: Kennet Anderson da Cruz Medeiros (UFRN-RN)

Filme: Tonterias II
Duração: 3”55′
Diretor: Victor Gargiulo (UFBA-BA)

Filme: Apresente seu mundo ao mundo
Duração: 2’4”
Diretor: Madjer Alves (UFF-RJ)
Local: Sala 2 Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco

15h às 17h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

15h às 17h – Sarau da mostra selecionada de literatura
Convidado: Associação de Cordel do Ceará
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

15h às 17h – Aula Magma da 10ª Bienal da UNE
Convidado: José Celso Martinez Corrêa (Presidente e diretor artístico da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona)
Local: Palco Praça Verde Historiador Raimundo Girão

16h às 18h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

17h30 às 18h30 – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Projeto Lama
Companhia: Doroti Ferreira (UFMA-MA) VItor Vihen (UFMA-MA)
Duração: 40 min
Local: Arena Patativa do Assaré
  
17h às 19h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

17h às 20h – Mostra convidada de Audiovisual – Memória do Movimento Estudantil
Filme: Praia do Flamengo 132
Convidados: Vandré Fernandes (Diretor do filme), Franklim Martins (Instituto Lula), Gustavo Petta (Vereador de Campinas)
Local: Sala 2 Cinema Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco

18h às 20h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu de Arte Contemporânea-MAC Dragão do Mar

18h30 às 19h30 – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Amizade é uma coisa, farinha é outra
Companhia: Coletivo Moenda de Teatro (UFGD-MS)
Duração: 50 min
Local: Arena Praça Verde Historiador Raimundo Girão

19h às 20h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

19h às 21h – Visita guiada da mostra convidada de artes visuais
Local: Museu da Cultura Cearense-MCC Dragão do Mar

19h às 21h – Baile Funk do CUCA
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho

19h30 às 20h – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Xaxado pisada do sertão
Companhia: Agrupe (UPE-PE)
Duração: 10 min
Local: Arena da Praça Verde

19h às 19h30 – Mostra estudantil de artes cênicas
Espetáculo: Etnofagia
Companhia: Regiane Farias (UFVJM-MG)
Duração: 30 min
Local: Arena Dragão do Mar

20h às 22h – Mostra convidada de artes cênicas
Espetáculo: Navalha na Carne
Companhia: Teatro Oficina
Local: Teatro Dragão do Mar

20h às 22h – Mostra convidada de audiovisual
Filme: Cinco Vezes Favela
Duração: 92’’
Diretor: Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hizsman, Marcos Farias e Miguel Borges
Local: Sala 2 Cinema Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco

22h às 23h – Mostra estudantil de música
Local: Praça Almirante Saldanha

23h às 2h – Mostra convidada de Música
DJ: Guga de Castro
VJ: Max Leguiza, Guetto Roots, Erivan, Emicida
Local: Praça Almirante Saldanha

1 DE FEVEREIRO (QUARTA-FEIRA)

10h às 13h – Assembleia do CUCA da UNE
Local: Auditório Espaço Mix Dragão do Mar
14h às 17h – Culturata 
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro feira de agroecologia na Praça Verde Historiador Raimundo Girão de 10h às 22h.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro feira de alimentação regional na Praça Verde Historiador Raimundo Girão de 10h às 22h.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro feira de Projetos de Extensão na Praça Verde Historiador Raimundo Girão de 13h às 18h.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro feira de livros, zines e cordéis com Revista Fórum, Expressão Popular/Livraria Lamarca, Boitempo/Livraria Arte e Ciência, Fundação Maurício Grabois/Editora Anita Garibaldi, Literarua, Tupynanquim, Companhia das Letras/FortLivros, Rizoma na Praça Verde Historiador Raimundo Girão de 10h às 22h.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro mostra convidada de artes visuais no Museu da Cultura Cearense de 9h às 21h e no Museu de Arte Contemporânea de 9h às 19h. As exposições serão: Narrativas e Alteridades, Miolo de Pote, Vaqueiros, Raimundo Cela – um mestre brasileiro e A arte da lembrança – a saudade na fotografia brasileira.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro no Espaço Mix Dragão do Mar a exposição do Espaço Memória do Movimento Estudantil de 10h às 22h.
  • Dias 29, 30 e 31 de janeiro mostra estudantil de artes visuais na Multigaleria Dragão do Mar de 10h às 22h.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O Brasil não é ficção


Quando o golpe começou a se consolidar, ainda em 2016, ouvi e li muita gente dizer que os protagonistas da hecatombe brasileira eram idênticos às personagens da série da Netflix, House of Cards.

Passando a assistir à série, de fato, com o perdão da arte, passamos a identificar vária semelhanças entre Frank Underwood e os personagens tupiniquins, como o Michel Temer e o Eduardo Cunha.

A série, que, segundo críticos, exagera no foco que dá ao personagem principal, como se ele fosse responsável por conduzir toda a história, expõe as entranhas do sistema político estadunidense, mas podia muito bem ser o nosso - com mortes, conspirações e falta de escrúpulos.

O que talvez os criadores da série não imaginassem é que, no mundo real, algo fosse se tornar tão surreal como a trajetória brasileira dos últimos dias.

Nesse sentido, a morte em mais um acidente aéreo do Ministro do STF, Teori Zavascki, joga água no moinho das teorias das conspirações e nas mais diversas e absurdas especulações. Mas será que são tao absurdas assim?

De fato, exageros existem nas interpretações sobre determinados episódios; as redes sociais, a partir de hoje, têm sido invadidas com as mais variadas teses sobre o ocorrido, mas de uma não há como fugir ou, ao menos considerá-la: Teori era um obstáculo para setores da política brasileira.

Longe de mim querer alimentar especulações desse tipo, mas o que é essencial, para os que especulam e para os que criticam os que especulam, é que o país tem perdido sua credibilidade dia a dia, e que, para grande parte do povo brasileiro, não é impossível se imaginar que queimas de arquivos, assassinatos desse tipo sejam realizáveis, afinal de contas, para um país que tem em sua história uma das mais sangrentas ditaduras do século XX; para um país que depôs uma presidenta honesta como Dilma Rousseff - com direito a gravações vazadas para o Jornal Nacional, com espionagem norte-americana nas empresas brasileiras, com gente indo às ruas defender a volta da ditadura e com casos e mais casos de jovens mulheres, pretos e homossexuais sendo assassinados por conta de suas convicções ideológicas, políticas ou de orientação sexual - nada que aconteça mais é tão "teoria da conspiração" assim.

O fato é que os golpistas, os mesmos que diziam que tinham que "estancar a sangria", os mesmos que afirmavam que Teori era um cara difícil de convencer - aliados ao império - jogaram o país numa crise cujo fundo do poço ainda não se enxerga. Desde que o playboy Aécio Neves resolveu não aceitar os resultado das urnas, nosso país se afunda numa eterna falta de confiança - do povo para com a classe política, do povo para com as instituições, das instituições entre si e da classe política entre si -. Somos um país sem diálogo.

Por isso, quando leio a guerra travada nas redes sociais sobre a verdadeira causa do acidente, em que de um lado estão os teóricos da conspiração e do outros as pessoas "sérias", que não acreditam nessas "besteiras", não me motivo a entrar em tal disputa de narrativas, haja vista que não tem nada que não possa acontecer, num país cujo maior contrato - que é o do povo com seus representantes - foi quebrado. A história do nosso país contada nos últimos dois anos é triste. Por isso, em momentos como esses, é tão triste contar histórias, ainda mais as reais.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Com as ideias no lugar para resistir



Os tempos são mesmo difíceis. Não há como negar. Para os brasileiros, os efeitos de uma grave crise do sistema capitalista no mundo tem gerado uma sequência de fatos que desanimam e provocam grande confusão no seio da classe trabalhadora. No mundo, os efeitos políticos e sociais de uma das mais graves crises do capitalismo são os mais devastadores possíveis: o retorno - ou reaparecimento - das ideias fascistas, do nacionalismo de direita, da xenofobia, das guerras e de uma crise humanitária sem precedentes.

Essa crise, que mais do que afetar os bolsos, empregos e condições objetivas da classe trabalhadora, atinge em cheio o horizonte de perspectivas a que grande parte da população almeja. Nesse sentido, as soluções vislumbradas pela população aproxima-se de tudo aquilo que agirá contra ela própria. Provoca fenômenos como o Brexit, a eleição de Donald Trump nos EUA e, aqui no Brasil, uma ascensão das ideias fascistas - tendo como representantes figuras caricaturais como Bolsonaro.

Esse quadro de coisas, obviamente, contribuiu sobremaneira para que o impeachment da Presidenta Dilma pudesse ser consolidado. Mais do que isso, esse quadro de coisas continua contribuindo para que direitos sejam, diariamente retirados. Direitos que pareciam consolidados, como a CLT, são atacados sem nenhum pudor pelos golpistas, aliados - diga-se, capachos - dos Estados Unidos da América.

Nesse contexto, existe uma população imensa que depositou, durante 13 anos da história de nosso país, expectativas de que o Brasil pudesse ter-se consolidado no cenário geopolítico internacional, de que as desigualdades do Brasil pudessem ser combatidas por mais tempo, ou que o Brasil pudesse trilhar um caminho de mais desenvolvimento, justiça e soberania. Mas também existem trabalhadores que viram suas vidas em dificuldade e que, bombardeados cotidianamente pela grande imprensa de que o PT e seus governantes eram todos corruptos, bandidos e que a esquerda como um todo precisa ser banida do Brasil. O ódio alimentado pela imprensa e o consórcio oposicionista brasileiro tem criado uma geração preparada para odiar e para defender qualquer coisa que pareça oposta a ideias de justiça e igualdade.

De um outro lado, intelectuais e parte da esquerda ainda anda perdida diante dos mais recentes acontecimentos. Para se ter ideia, dias antes do golpe ser consolidado, ainda existia setores da "esquerda" que proclamavam o fim do ajuste fiscal como grande bandeira política da época. 

Derrotados, setores da esquerda e da intelectualidade insistem em proclamar a necessidade de a esquerda afirmar-se "ainda mais de esquerda" no período atual. Vários são os que ainda se agarram nas lutas multiculturalistas, muitos ainda se apegam na defesa de coisas de ordem menor - bem menor - na luta política. Por isso, parte desse público elege heróis de compromisso nulo com a luta real, "anti-Bolsonaros" da política, cujos discursos e ações giram em torno do comportamento, da ética e da negação da política - tal qual os representantes da direita como Dória - como maneira de satisfazer suas próprias "consciências".

Diante desse quadro, o que não pode ser abandonado é a ideia de que é pela política - realizada com amplitude - que pode-se reverter o atual quadro de coisas. No entanto, a atividade política precisa ser alimentada das ideias. Das mais justas ideias. Daquelas que proclamam um futuro grandioso para a humanidade: das ideias socialistas.

Para grande parte dos atores sociais citados acima - os de direita e os de esquerda - o Socialismo é uma ideia ultrapassada. Dessa aforma, aproveitando-se de  uma ideia de que nenhuma outra alternativa de desenvolvimento da humanidade é possível, a classe dominante opera a nível internacional a perpetuação desse modelo de desenvolvimento.

Não é de hoje que a atualidade das ideias socialistas são questionadas. Mesmo no início  século XX, figuras como Bernstein já questionavam a atualidade das ideias mais avançadas da humanidade. A queda do Muro de Berlim e o fim do Campo Socialista, igualmente adverso para a humanidade, colocam mais uma vez em cheque a viabilidade do Socialismo. Mas a quem interessa essa descrença num modelo de desenvolvimento socialista?

Interessa àquele 1% da população que detém mais da metade da riqueza produzida no mundo. Interessa aos grande conglomerados empresariais e aos setores rentistas. Por isso, a luta por um mundo socialista, por um caminho nacional para atingir esse ciclo civilizacional é mais atual do que nunca. Não existe caminho para a humanidade e para o Brasil que não seja o socialismo e desse objetivo estratégico não podemos nos afastar.

Talvez se a força política que dirigiu o país nesses últimos 13 anos tivesse essa convicção, o estado atual de coisas pudessem ser diferentes. Talvez se, paralelo às  transformações econômicas e sociais por que o Brasil passou, ocorresse uma elevação no nível de consciência das massas, pudéssemos estar discutindo a aplicação de reformas - no marco do capitalismo - que seriam essenciais para a nossa população, como a Reforma Política progressista, ou a reforma dos meios de comunicação.

Por isso, nós, os de esquerda, não podemos nos dar ao luxo de nadar a favor da corrente, ao sabor dos ventos, da ideologia dominante, da classe materialmente dominante. Precisamos fazer de nossas ideias a bússola que nos guia em tempos de mares revoltos. Só com essas ideias no lugar poderemos conduzir a nossa nau no rumo de uma sociedade verdadeiramente mais justa. Essa sociedade não será concessão da classe dominante, deverá ser uma conquista dos que acreditam e lutam pela revolução, no seu caminho original e único - de país para país. Só assim teremos um mundo livre de opressões e com o justo desenvolvimento de um e de todos. Enquanto houver opressão de classe, enquanto o imperialismo e o neocolonialismo vigorarem, o socialismo será atual e será a saída. Não nos enganemos, por ele vale a pena lutar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Um convite à resistência em 2017


O ano de 2016 não foi fácil. Definitivamente não foi. Será marcado, no Brasil e no mundo, pela continuação da crise econômica do capitalismo, cujos efeitos vêm se tornando cada vez mais profundos e duradouros, com o crescimento das ideias fascistas mundo afora, xenofobia, racismo e negação à política.

No Brasil, esse ambiente nos levou a mais um dos episódios mais tristes de nossa história: mais um golpe de estado, mais um ataque à democracia e aos direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora. Por todos os lados, o que se vê é uma entrega rápida do Brasil ao capital estrangeiro, sobretudo ao estadunidense e, surpreendentemente, com adesão de parcela considerável das camadas médias urbanas e trabalhadores brasileiros.

Não sem razão, na base do processo fraudulento de impeachment da presidenta Dilma, esteve o apoio de parte considerável da "opinião pública". Movidos por uma crise econômica que passava a afetar de maneira mais direta suas vidas, além, é claro, de uma campanha incessante da grande (velha) mídia brasileira, a verdade é que a classe trabalhadora viu tudo isso acontecer sem perceber aonde iríamos chegar. Parte dessa cegueira é explicada - dentro da campanha midiática - por uma falsa crença de que os problemas econômicos do Brasil se resumiam a uma chamada "crise de confiança" do mercado e que bastaria trocar a presidente que tudo estaria resolvido. A confiança voltaria e, automaticamente, os investimentos privados também.

O que parte considerável do povo - ou do inocente útil -  não sabia era que a receita de "recuperação da confiança" do mercado no Brasil passa por um retorno profundo e grotesco às políticas econômicas neoliberais que deram errado no mundo todo, no Brasil, e mais recentemente, na Europa. A política de austeridade, sob o mantra de "melhor aproveitamento dos recursos", no Brasil, tem uma face ainda mais cruel, visto que o fim da "gastança" passa única e exclusivamente sobre aquilo que é investimento público em áreas sociais, naquilo que se refere à presença do Estado na vida da população brasileira como um todo. No entanto, o saldo dos rentistas e especuladores - verdadeiros sabotadores da economia nacional - está garantido através da política de juros exorbitantes praticada pelo Banco Central brasileiro e aprovada na LOA de 2017. Pagamento direto e em agradecimento aos patrocinadores do golpe de estado.

Todavia, é de se imaginar que parte considerável dos trabalhadores não imaginavam a velocidade e agudeza das medidas anti-povo realizadas nos 8 primeiros meses de governo golpista. Os que foram contra os governos do PT por conta da corrupção acabaram colocando no poder uma quadrilha de batedores de carteira do baixo clero da politica nacional; os que criticavam Dilma por não ter conseguido fazer o Brasil crescer no período mais recente vêem todos os dias os índices de nossa economia naufragarem, o desemprego aumentar, as atividades industrial e comercial em declínio; e os que acreditavam que a governança das estatais precisava sair das mãos dos corruptos vêem o Brasil entregar seu patrimônio dia a dia e a Petrobras, principal empresa brasileira, ser desidratada até não poder mais.

Os que foram às ruas, com certa razão, é claro, não esperavam que a saída para a crise brasileira desse no que deu. Mas deu. E por isso, é preciso fazer, de parte dessa população insatisfeita - que não é rentista, não se beneficia com o golpe - aderir ao exército de resistência que devemos preparar para o já corrente ano de 2017.

Passados 11 dias do corrente ano, já se expõem ainda mais contradições e escândalos do governo golpista. Assim como já se acentua a percepção de parte da classe trabalhadora que passa a perceber que foi enganada. Percebem que a troca de governo não foi feita para beneficiar os que encheram as ruas - em parte - pedindo melhorias, mas sim os cofres das grandes finanças internacionais e dizer amém às políticas praticadas pelos especuladores internacionais, além, é claro, de contribuir, tal qual um cachorro fiel a seu dono, para a governança mundial dos Estados Unidos, que durante os últimos anos viu essa possibilidade se esvaindo.

Por isso, é preciso fazer com que a luta daqueles que acreditavam que mudanças precisavam ser feitas e a luta daqueles que resistiram ao ataque à democracia se unam em resistência, em defesa do Brasil e da soberania nacional, pela recuperação do Estado Democrático de Direito e pelo desenvolvimento nacional. São bandeiras justas e que têm um ano inteiro pela frente para serem levantadas, com amplitude e coragem para resistir. Façamos que nossas mãos estejam sempre estendidas em convite àqueles que querem mudar o Brasil de verdade e não entregá-lo ao capital internacional. 2017 nos aguarda. Vamos à luta

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Miguel Arraes: dois traços marcantes - Por Luciano Siqueira


Em lucianosiqueira.blogspot.com

No terraço de sua residência, em Casa Forte, no Recife, sobre uma mesinha, uma edição do Diário de Pernambuco com entrevista de um dos seus secretários cujo teor denotava evidente ingenuidade política:
- Que quer dizer nosso amigo com essa declaração, doutor Arraes?
- Quem sabe? Esse aqui – observou, em tom irônico – é um santo, tem lugar garantido no Céu! Eu não, como pensam que sou comunista, ainda passarei pelo Purgatório; você nem a isso terá direito, porque é comunista mesmo. Mas esse aqui, quando morrer, vai direto para o Céu e terá sala com ar condicionado, fax, secretária...
De fato, Miguel Arraes de Alencar, que hoje faria 100 anos, nunca foi comunista, a despeito de ter sido acusado de “vermelho” quando deposto e cassado pela ditadura militar em 1964.
Foi um amigo dos comunistas. Um grande aliado – de meados dos anos 50 até falecer em 13 de agosto de 2005.
Interlocutor de João Amazonas e Diógenes Arruda no exílio. Amigo e interlocutor de Haroldo Lima, Aldo Arantes, Aldo Rebelo e Renato Rabelo, assim como, cá na província, dos nossos camaradas do PCdoB Alanir Cardoso, Renildo Calheiros e eu.
Privei da sua amizade pessoal. Desde que retornou do exílio, anistiado, em 1979, até a sua internação hospitalar e morte, em 2005, portanto durante quase vinte e seis anos, conversamos com muita frequência.  Ora convergindo – a maior parte das vezes -, ora divergindo, sempre em tom mutuamente respeitoso e fraterno.
Deputado estadual, prefeito do Recife, deputado federal, governador do estado por três vezes, Arraes teve presença proeminente na cena política pernambucana, com inserção e influência nacional, por mais de cinquenta anos.
Exímio analista dos acontecimentos, hábil articulador, competente na concertação de alianças, jamais mudou de lado.
Venceu pleitos majoritários liderando frentes amplas e diversificadas, tendo como ponto de partida a unidade das correntes de esquerda.
Preservou sempre dois traços marcantes de sua personalidade política: a defesa da soberania nacional e uma imensa sensibilidade para com os problemas do povo.
Suas posições nacionalistas jamais adquiriam o cheiro da naftalina, sempre renovadas com o evolver da realidade no mundo e no Brasil.
Sua atenção às condições de vida do povo o levaram a cuidar da eletrificação rural e do abastecimento d’água quase que obsessivamente. “Para que o homem do campo se liberte da dependência do carro pipa e dos coronéis”, dizia.
Concomitantemente, foi pioneiro no financiamento e estímulo à pesquisa científica e ao incremento de tecnologia para solucionar problemas locais e na defesa da instalação de uma refinaria de petróleo no Complexo Portuário de Suape, enfim conquistada no governo Lula, como fator dinâmico do desenvolvimento regional.
No tempo regressivo em que vivemos, assinalar o exemplo de Miguel Arraes, a propósito do centenário do seu nascimento, faz parte da resistência democrática e patriótica.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Que mundo daremos aos nossos filhos?

No próximo domingo Cecília completa dois anos. Já não é mais aquela bebezinha que não conseguia nem levantar a cabeça, ou balbuciar qualquer palavra. Hoje, já desenvolve suas primeiras conversas e compreensão do mundo que está à sua volta. Já se acostuma com os sentimentos humanos; já sente medo, frustração, alegria, entusiasmo e tristeza. E tudo isso sem, ainda, conhecer o mundo em que a colocamos em sua profundidade.

Pego-me pensando diversas vezes como, quando essa hora chegar, vou conseguir explicar pra Cecília por que ela não poderá brincar com qualquer criança que vir na rua - sim, a gente mesmo pratica o preconceito e a segregação social. Pergunto-me como vou explicar para ela que tudo o que ela tem depende de uma coisinha chamada dinheiro que, no momento, ela não tem nem ideia de que existe para que ela tenha a sua roupa, a comida, a boneca...

Que mundo é esse em que estamos colocando nossos filhos e filhas? Como explicarei a ela que as pessoas tiram as vidas umas das outras e que 1% da população mundial vive muito melhor do que os outros 99%?

Como vou explicar a ela que ela vai precisar se proteger muito, pois, no mundo em que vivemos, o simples fato de ela ter nascido mulher representa um risco de vida? Como vou explicar a ela que as situações de sua vida não se deverão a uma entidade superior que está controlando os destinos de todos aqui na terra, e pela qual se mata e se morre...

Penso nesses desafios diariamente, de se criar uma pessoa nova, tão frágil e dependente de nós num mundo tão selva que construímos todos os anos de nossas vidas. O mundo em que, a cada ano, nos abraçamos e nos dizemos irmãos, enquanto guerras, fome e ódio são produzidos. É o desafio cotidiano de quem é pai e mãe, mas não quer que os filhos enxerguem o mundo pelos olhos daqueles que não permitem que ela viva plenamente a vida, assim como a grande maioria da população, subjugada ideologicamente. Penso nisso e me consumo, todos os dias, por Cecília e por todos outros filhos do mundo que virão.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Música boa: Chetes

Para aliviar a tensão desse final de 2016, uma sugestão musical, tipo diferentão, pra quem gosta de ouvir música de todo tipo. Dessa vez, a sugestão será Chetes, projeto do mexicano Luis Gerardo Garza Cisneros. Ele, que já tocou em bandas como Zurdok e Vaquero, tem uma sólida carreira musical no cenário do rock mexicano.

O álbum de 2010, Hipnosis, com certeza é uma grande obra, com destaque para as músicas Despierta e La Ciencia no es exacta, além, é claro, da música que dá nome ao álbum. Recomendo!